Vacância de Escritórios em SP Cai a 13,1%… | Neto Junior
ANÁLISE DE MERCADO

Vacância de Escritórios em SP Cai a 13,1%: Menor Nível em 17 Anos

Por Neto Junior Real Estate 22 de setembro de 2026 6 min de leitura
Vacância de Escritórios em SP Cai a 13,1%: Menor Nível em 17 Anos

Um levantamento divulgado pela SiiLA, plataforma de inteligência para o mercado imobiliário comercial, mostra que a vacância de lajes corporativas classe A+, A e B em São Paulo caiu para 13,1% no segundo trimestre de 2026 — o menor patamar registrado na capital paulista em 17 anos.

Segundo Giancarlo Nicastro, CEO e fundador da SiiLA, o movimento tem uma causa direta: "quando você tem o movimento de volta ao presencial, aumenta a demanda e, ao mesmo tempo, reduz a oferta", o que gera pressão natural sobre os valores de locação. Para quem investe ou ocupa escritórios corporativos em SP, esse dado técnico já está se traduzindo em número no bolso.

"Mais da metade da área hoje vaga na cidade está desocupada há mais de três anos — ou seja, o estoque realmente disponível e competitivo é bem menor do que o número de vacância sugere à primeira vista."

1. Os Números da Escassez: Absorção Avançando Sobre um Estoque Cada Vez Mais Raro

O preço médio de locação em escritórios de alto padrão chegou a R$ 126/m² no 2º trimestre, alta de 6,7% frente ao trimestre anterior, 13,7% em 12 meses e 32,7% acumulados desde o início de 2024. Na Faria Lima, onde a demanda é mais intensa, o valor já ultrapassa R$ 300/m².

O gargalo fica mais evidente ao olhar para os grandes blocos: o número de edifícios com lajes disponíveis acima de 10 mil m² caiu de 17 para apenas 7 na cidade. Regiões como Faria Lima, Itaim, Nova Faria Lima e Paulista simplesmente não têm mais esse tipo de espaço disponível — a Rebouças já registra 0% de vacância pelo segundo trimestre consecutivo, e a Paulista opera com 97,2% de ocupação.

Região / Indicador Situação (2º Tri 2026) Leitura para o Investidor
Vacância Geral SP (A+/A/B) 13,1% (menor em 17 anos) ▲ Mercado de locador
Rebouças 0% de vacância (2º tri seguido) ▲ Esgotado
Av. Paulista 97,2% de ocupação ▲ Quase esgotado
Faria Lima (aluguel) Acima de R$ 300/m² ▲ Recorde histórico
Chácara Santo Antônio / Berrini Estoque ainda disponível ● Oportunidade de entrada

2. O Que Isso Significa Pro Seu Investimento

A leitura técnica é direta: quando as regiões mais disputadas (Faria Lima, Itaim, Paulista) ficam sem estoque, a absorção — e o apetite de quem procura escritório — migra pra polos secundários com metragem ainda disponível, como Marginal Pinheiros e Chácara Santo Antônio. É exatamente o padrão que já monitoramos de perto na nossa análise de vacância física na Chácara Santo Antônio e Berrini.

Pra quem já é proprietário de laje corporativa em zonas primárias, o cenário é de valorização direta do aluguel e do valor do ativo. Pra quem está comprando agora, a lógica muda: entrar cedo em regiões que ainda têm metragem disponível — antes que a escassez de blocos grandes (caiu de 17 para 7 prédios) empurre a demanda pra lá também — tende a capturar o mesmo ciclo de valorização que já aconteceu na Faria Lima, só que num ponto de entrada bem mais barato.

Com 48% da absorção líquida prevista para o ano já realizada até o 2º trimestre e o estoque de grandes blocos praticamente esgotado nos endereços mais disputados, a tendência de compressão da vacância em São Paulo não parece um movimento pontual. Para investidores de alta renda, a janela está em identificar, antes do mercado em geral, quais regiões secundárias vão herdar essa demanda represada — e comprar antes que o preço já reflita isso.

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Neto Junior Real Estate

Equipe de Inteligência Imobiliária — Neto Junior Real Estate

Consultoria especializada em imóveis corporativos de alto padrão em São Paulo. CRECI 33393-J. Análises baseadas em dados de mercado verificáveis (SiiLA, Banco Central, imprensa especializada).